novembro 4

AVC Em Cães

21  comENTÁRIOS

Você sabia que o AVC (Acidente Vascular Cerebral) também afeta os cães? Apesar de ser menos comum do que em humanos, o problema é igualmente perigoso para os nossos amigos peludos, e é muito importante que os tutores saibam reconhecê-lo.

Mas, Afinal, O Que É o AVC ?

Tudo bem, você já sabe o que a sigla “AVC” significa – nós já falamos acima… mas você sabe o que acontece com cães e humanos que sofrem AVC’s? Um “acidente vascular” acontece quando a passagem do sangue é interrompida em alguma parte do corpo. Quando falamos em “acidente vascular cerebral”, é porque esta interrupção aconteceu no cérebro. O resultado disso é que uma parte do cérebro fica sem oxigênio ou nutrientes, e, portanto, deixa de funcionar corretamente.

Os acidentes vasculares (“derrames”)podem ser, basicamente, de dois tipos: o “isquêmico” e o “hemorrágico”. Vejamos então:

  • Derrame isquêmico: é quando alguma coisa impede que o sangue circule normalmente. Isso pode acontecer por dois motivos:
    • AVC Embólico: causado por êmbolos, que são pequenas porções de gordura, bactérias, ar, e até mesmo corpos estranhos (objetos), que fisicamente bloqueiam a passagem do sangue.
    • AVC Trombótico: causado por coágulos de sangue.
  • Derrame hemorrágico: acontece quando um vaso sanguíneo se rompe, causando um sangramento e fazendo com que o sangue não consiga chegar a alguma parte do cérebro. Pode ocorrer tanto dentro do cérebro, como nas membranas ao seu redor.
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A cabeça inclinada para o lado pode ser um sinal de AVC.
Imagem: Flickr

O Que Causa o AVC ?

Os AVC’s Isquêmicos estão relacionados a diversas doenças, tais como: insuficiência renal, doenças cardíacas, problemas de tireoide, Síndrome de Cushing (Hiperadrenocorticismo), diabetes, e hipertensão. Menos comumente, podem se formar êmbolos a partir de gorduras, parasitas, fragmentos de tumores, e pedaços de cartilagem.

Já os AVC’s hemorrágicos normalmente acontecem quando o animal sofre algum acidente, ou se ele tiver algum problema de coagulação. Um cão pode ter problemas de coagulação se ingerir certos venenos de roedores, se tiver alguma doença imunomediada, hipertensão (por problemas renais, cardíacos, síndrome de Cushing, e problemas de tireoide), ou inflamação das artérias.

Quais São Os Sinais de AVC em Cães?

Cães que sofrem AVC’s (derrames cerebrais) podem:

  • Caminhar em círculos;
  • Virar para o lado errado quando são chamados;
  • Ficar com a cabeça pendendo para um lado;
  • Ter dificuldade de se equilibrar, cair;
  • Ficar letárgicos;
  • Ter cegueira repentina;
  • Perder o controle sobre a micção (fazer xixi), defecação (fazer cocô);
  • Vomitar;
  • Apresentar nistagmo (olhos ficam se movendo involuntariamente, como se estivessem assistindo a uma partida de pingue-pongue imaginária).

Um cão que tenha sofrido um AVC não necessariamente apresentará todos estes sinais. Cabe notar também que estes sinais podem ser causados por outros problemas que não os AVC’s, por exemplo: tumores cerebrais, labirintite, intoxicações, entre outros. A causa deve ser sempre investigada.

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Andar em círculos é um sinal de AVC em cães.
Imagem: “O Círculo”, por Mariah Peixoto

Como Saber Se o Meu Cão Sofreu Um Derrame?

Para se confirmar um diagnóstico de derrame cerebral (AVC) em cães, é preciso necessariamente fazer uma tomografia computadorizada ou uma ressonância magnética. As radiografias não são capazes de detectar derrames cerebrais, embora possam ser úteis para identificar tumores, por exemplo.

Atualmente, vem sendo estudada uma nova técnica para o diagnóstico: a ultrassonografia transcraniana. Apesar de ser barata e precisa, a ultrassonografia transcraniana ainda não está disponível na maioria dos centros diagnósticos.

Existe Um Tratamento Para o AVC em Cães?

O tratamento foca em minimizar os danos causados pelo AVC, e na prevenção de novos derrames. Por vezes, são usadas medicações para tentar diminuir o inchaço no cérebro logo após um acidente, mas não há comprovação de que este cuidado realmente possa trazer algum benefício. Sempre que possível, procura-se também melhorar a oxigenação do cérebro, com o uso de oxigênio e alguns medicamentos. Cuidados paliativos ajudam a melhorar o bem-estar do animal.

Uma das providências mais importantes é tentar se identificar a causa do AVC, e tratá-la sempre que possível: este cão teria um problema de coagulação? insuficiência cardíaca? pressão alta? e assim por diante… Ao tratarmos a causa do AVC, conseguimos diminuir a probabilidade de que ele volte a acontecer. Infelizmente, porém, cerca de 50% dos casos de derrames em cães não têm uma causa conhecida, de acordo com a AAHA (American Animal Hospital Association).

O Meu Cachorro Vai Melhorar?

A maior parte dos cães consegue se recuperar dos AVC’s dentro de algumas semanas, mas isso não é garantido – as chances de recuperação dependem muito do tamanho e da localização da lesão. A longo prazo, a recuperação do cão, e a probabilidade de novos derrames acontecerem, dependem da causa que o levou a ter um AVC, e se esta causa pode ser tratada.


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  1. Olá, tenho uma cachorra idosa que teve um AVC, estou dando Nootron por indicação médica. Ela fica cambaleando, ficou com um olho com uma mancha azulada. As vezes parece bem, outras parece desnorteada, fico preocupada pois ela fica mto ofegante.
    Será que isso é sequela do AVC?

  2. Bom Dia, tenho uma pinscher 16 anos… está fazendo quimioterapia devido um hemangiosarcoma. após a 1 sessão do tratamento ela apresenta alguns destes sinais de AVC descritos acima… os olhos ficam piscando e ela balança a cabeça como se houve algo encostando nela, fica se esquivando pra lateral. está bem letargica… não consegue ficar muito tempo parada.. e está se isolando de nós…. será que posso estar na reta final mais rápido do que eu penso?
    e está babando muito, sem força nenhuma mandibular.

  3. Meu Jhony tem 16 anos, de acordo com o veterinário ele teve um AVC, não conseguimos confirmar quando isso aconteceu, pois foi um ano com vários probleminhas de saúde… está tomando remédio diariamente à 4 meses, mas pouca foi a melhora… perdeu a visão, audição e fica andando em círculos… percebo que está ficando com dificuldades para levantar e fazer suas necessidades, será que tem mais alguma coisa que posso fazer para ajuda-lo com essas novas dificuldades?

  4. Minha cadela tinha 11 anos, da raça pinscher e morreu a alguns dias. Ela tinha epilepsia, e já esta
    va normalizado a 04 anos sem tomar Gardenal. Ela teve um AVC, e após um dia de tratamento, morreu. Ela estava com tumor nas mamas, a qual já saia pus. Iriamos operar no mês que vem. O AVC tem alguma ligação com tudo que contei ?

    1. Olá, Luciene!
      É difícil determinarmos a causa exata de um AVC… mas, considerando que ela era epilética, ela já tinha um risco naturalmente aumentado para este tipo de problema. O tumor de mama também pode ter ligação, já que ele pode ter levado à formação de trombos ou metástases que, por sua vez, levaram à lesão cerebral.
      Uma opção para vocês tentarem entender melhor o que aconteceu é fazer uma necropsia, caso já não tenham enterrado ou cremado o corpinho dela.
      Sinto muito pela sua perda… =(
      Um grande abraço no coração! <3

  5. Oi, minha cachorrinha já é velhinha teve um AVC por problemas no coraçao. Ela perdeu os movimentos das patinhas. Começou a comer depois de dois dias, cada vez que se esforça sente mta falta de ar, fica ofegante, depois de sete dias defecou, fezes como Borracha café, n consegue ficar mto deitada a melhor posição é segurar ela pra ela ficar sentada, ajuda na respiração, tem batimentos mto acelerados, as vezes quando ela está mto ofegante logo em seguida ela volta ao normal e começa a tremer como se estivesse com frio. A Dra. acha que ela vai sobreviver? Descobri q ela tb tem sopro no coraçao e o remédio n está ajudando.

  6. Oi, o meu cachorro tem 8 anos e sofreu um AVC de acordo com o veterinário, ele fica vocalizando durante alguns períodos, eu gostaria de alguma dica para acalmá-lo .Ele começou a ter convulsões a dois dias atrás, iniciamos com o Gardenal ,eu só gostaria de uma forma para que ele possa dormir tranquilamente , pois parece que ele sente dor ou algo do gênero mas os médicos me falaram que não ! PS: o Bili faz tratamento à quase 15 dias com medicamentos direcionados à Sindrome de vestibular Canina e que está sendo utilizado os mesmos para o tratamento do AVC e até agora infelizmente não apresentou avanços !

    1. Olá, Larissa!
      Como vai? Sinto muito por esta difícil situação… =(
      A princípio, um cão que sofreu um AVC pode apresentar estas vocalizações sem que esteja sentindo dor mesmo – elas seriam causadas pela própria lesão cerebral, e devem melhorar com o tratamento que você vem fazendo.

      Por outro lado, se houver razões para crer que ele sente dor, não deixe de mencionar isso para o seu veterinário. Na dúvida, vocês podem fazer a experiência de administrar analgésicos por alguns dias para ver se melhora (não medique sem a orientação do seu veterinário, é ele quem deverá indicar o medicamento e a dose mais adequada para o seu cão).

      Acupuntura também pode ajudar na recuperação da lesão neurológica e na redução dos sinais 😉

      Um abraço!

  7. boa noite doudora,tenho uma cachorrinha , a lua,ela cisma em correr e morder a propria perna levei a vet na epoca e ela indicou um calmante o DUOTRIL 150MG ,dei algumas vezes nao vi muita melhora e então parei de da,ai com o tempo ela foi nao melhorando 100% essas crises mais diminuiu um pouco,quando dei o duotril tem mais ou menos 1 ano,ai quando foi ontem como estava bem quente,aproveitei o sol para dar um banho nela e logo que acabei de enxaguar percebi que ela não estaba conseguindo ficar em pé,com farquesa na perna direita que ela costumava querer morder e tbm na mao diteita,achei que fosse o sabão que dei o banho ,mais eu ja havia dados banho com esse shampo anti pulgas ,mais mesmo assim dei um novo banho com sabão de coco com medo que tivesse sido o shampoo,tem dois dias que ela esta assim tristonha e arrastando a perna e mão direita,mais ela não teve vomito,se alimenta normal e faz xixi e coco tbm normal,o ,mais ela tem 3 anos ,sera AVC? to dando organoneurocerebral,esta correto,vc acha que ela pode melhorar? estou arrasada com isso ,mais muito mesmo!!me ajude!

    1. Olá, Francisleide!
      Sugiro que leve a Lua para ser examinada por um vet neurologista. Este comportamento pode ser um tipo de convulsão parcial (que, por, sua vez, pode ser resultado de um AVC ou de outra coisa, como um traumatismo, tumor ou intoxicação, entre outras possibilidades).
      Mas devo observar que o medicamento que você mencionou (du***l) não é calmante, mas sim um antibiótico.
      Melhoras para ela!

  8. Oi dra meu cachorro deu avc ele tem 12 anos o que faço para não acontecer de novo pq ele e mesma coisa e um filho pra mim ele não anda mais e fica com a cabeça virada do para um lado andando em círculo passei a noite toda sem dormir do lado dele me ajuda.Dra quero saber o que posso dar a comida a ele pq ele não quer comer seu uma comida batida no liquidificador e coei e deu na carinha ele comeu quatro seringadas mas o que eu posso dar a ele me ajuda do sem noção e nada ele dorme muito

    1. Olá, Elza!
      Infelizmente, é difícil evitar totalmente que o AVC aconteça. Mas, como mencionei no artigo, algumas doenças podem predispor à sua ocorrência – como é o caso da diabetes, síndrome de cushing, problemas cardíacos, entre outros – portanto, se o seu cão tiver alguma destas doenças, ele precisa ser devidamente tratado e receber um bom acompanhamento pelo seu médico veterinário.
      Sobre a alimentação, estamos nos preparando para iniciar o serviço de orientação nutricional online ainda este ano, porém ainda sem data prevista. Por hora, caso deseje iniciar a alimentação natural do seu cão, devo recomendar que procure um vet nutricionista na sua cidade para orientá-la.
      Se ele tiver muita dificuldade para se alimentar, ou se ele não tiver apetite, uma alternativa pode ser a colocação de uma sonda esofágica – algo que deve ser feito pelo seu médico veterinário. A sonda permitirá que seja feita a alimentação dele com alimentos pastosos de forma menos estressante do que com a seringa, e na quantidade adequada.
      Um abraço!

  9. Obrigada pelo artigo. Minha companheirinha, que já está comigo há 12 anos, já teve 3. Estranhamente com 1 ano de diferença entre cada um. Esse ano enquanto esse período não passava eu fiquei bem tensa. Na primeira vez voltamos de uma caminhada normal e senti que ela começou a tropeçar e rodar. Na hora levei ao veterinário que me disse que era “exaustão muscular” (nunca mais voltei lá). Voltei pra casa e quando ofereci um petisco a ela notei que minha mão estava posicionada de um lado e que ela não percebia o petisco o que era incrível, mas do outro lado ela pegava na hora. Continuei observando ela bebeu agua com a cabeça de lado molhando a orelha. Percebi o problema de lateralidade e telefonei na hora para a veterinária que atende as cadelas da minha mãe. Mesmo por telefone ela me citou que poderia ser um AVC. Acabei buscando com vizinhos a indicação de um veterinário mais confiável e levei de novo, ela foi tratada e ficou bem apesar de ter começado a caminhar de um modo engraçadinho. Em 2015, de madrugada acordei com a Branquinha vomitando e se debatendo pq não conseguia se levantar. Na hora me vesti peguei o carro e saí correndo atrás de atendimento 24h. Demorou mas achei. Sofri muito, ela ficou internada, com sonda pq não fazia xixi, emagreceu muito e eu acabei tirando ela na marra da clínica. Não achei que o tratamento lá era ruim, mas senti que por estar longe de mim ela não queria comer. Foi a melhor coisa que fiz. Dormi por 4 meses no chão da sala de casa ao lado dela. Dei água e comida em porções de copinho de xarope até que ela parasse de vomitar. O lado direito dela não funcionava direito e eu sentia as patinhas geladas e as massageava o tempo todo. Consegui adaptar fraldas de bebê nela.Perdi a conta de quantas vezes ela gritou/ganiu enquanto eu cochilava pq tentava se virar e prendia as patas, eu acordava num pulo. Aquele veterinário que tratou do primeiro AVC disse que se ela não voltasse a andar teria que ser sacrificada. Também nunca mais voltei lá. Uma pessoa me indicou um acupunturista e começamos o tratamento. Mas acho que o fundamental foi içá-la, não sei como explicar melhor… Minha mãe costurou um pano com alças e 4 furos para as patas dela. Eu a pendurava naquele pano com as patas encostadas no chão e tentava fazer ela andar um pouquinho com petiscos. Era dureza… Eu sozinha pra pendurá-la ali… Eu chegava a chorar… Mas valeu a pena!!! Aos poucos consegui andar com ela apoiada numa toalha sob seu corpinho. E finalmente ela voltou a andar sem precisar da toalha… ela não tem muito equilibrio, volta e meia cai mas ela anda!! Acho que ficou com sequelas tbm na visão e audição. Qdo a chamo parece não escutar e os olhos ficam sempre de um lado pro outro tentando focalizar as coisas. Um ano depois, cheguei em casa e ela estava dormindo… No minuto que acordou ao levantar vomitou. Não perdi um segundo e levei na hora pra uma clínica. Foi bem rápido pq era de dia e a clínica perto. Na hora deu desespero… O nistagmo que vc fala era muito evidente. Eu só pedia a Deus que ela não sofresse. Acabou correndo tudo bem em dois dias achei que ela estava normal, mas por precaução voltamos a acupuntura. Hoje talvez por conta da visão e audição prejudicados ela se assusta com muita facilidade. Mas apesar de tudo ela está aqui, linda como sempre, muito dócil e querida por todos. Espero que mais nenhum ocorra. Amém!

  10. Muito boa matéria, pena que só fui conhecer o site agora, eu tinha um cão chamado Luc, foi meu grande companheiro por 16 anos,e só agora fui descobrir que andar em círculos pode ser sinal de AVC, certa noite ele começou a gritar, um grito alto e longo ( parecia que estava com forte dor no peito), seguido de ficar inerte e fazer xixi e cocô sem se dar conta, consegui acalmá-lo até amanhecer o dia e levá-lo ao veterinário, ele estava anêmico e com arritmia ( foi feito tratamento e tudo mais), ele se recuperou aos poucos (tinha que dar comida na boca , usava fralda para não dar acidente), ele era guerreiro e mesmo não tendo forças para caminhar ele ainda tentava, e a idade foi um fator não favorável. Meu companheiro resistiu por mais três meses, e na noite de abertura da Olimpíadas, ele pediu para levantar da caminha dele para fazer xixi( já conhecia todos os sinais e sons do meu véio), quando cheguei com ele no pátio, ele deu o mesmo grito da outra vez, ficou inerte, olhos parados, se fez xixi, fui tentando acalmá-lo e tudo mais, só que desta vez foi fatal, fui sentindo seu coração ficar mais calmo, até parar. Nunca vou esquecer meu véio guerreiro, ainda não criri coragem para adotar outro cão, mas agora, com todas as informações do site vou poder ajudar cada vez mais os peludos de quatro patas .

    1. Muito obrigada, Tatiane! Fico feliz que tenha gostado =)
      Sinto muito pelo Luc, espero que em breve você consiga ficar em paz, e abrir um espacinho no seu coração para um novo anjinho de quatro patas. <3 Um grande abraço!

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