10 Sinais de Emergência Que Você Não Pode Ignorar! - Meu Cão Velhinho

10 Sinais de Emergência Que Você Não Pode Ignorar!

Você conhece o seu cachorro como ninguém, e com certeza sabe se “algo” não está bem com ele – mesmo que nem sempre saiba explicar exatamente o quê está errado! Mas você sabe diferenciar uma emergência de um “pequeno mal estar”? Sabe se está na hora de largar tudo e correr para o veterinário, ou se pode esperar acabar o feriado?

Pois veja abaixo alguns sinais que indicam que você deve levá-lo ao veterinário JÁ:

  1. Dificuldade para respirar: é sempre uma emergência, não importa a causa. Cães com dificuldade respiratória fazem força e barulhos como roncos ou guinchos, quando tentam respirar. Eles podem ficar com a língua e/ou as gengivas azuladas, e, se estiverem com edema pulmonar, podem até mesmo espumar pelo nariz ou pela boca.
  2. Dilatação/ torção gástrica: outra grande emergência da Medicina Veterinária, a dilatação/torção gástrica definitivamente precisa de tratamento imediato. Este problema acontece mais comumente em cachorros grandes, que ficam a barriga bem inchada – quase parecendo um barril! O cão sente muita dor, e pode entrar em colapso a qualquer momento.
  3. Vômitos e diarreia: Nem todo episódio de vômito ou diarreia é uma emergência, mas alguns casos, são. Você deve se preocupar, se:
    • O cão for um filhote muito jovem, ou se ele tiver alguma doença crônica – como insuficiência renal ou diabetes;
    • Houver sangue no vômito ou nas fezes;
    • O cão vomitar ou tiver diarreia mais do que duas vezes no mesmo dia;
    • Os vômitos ou a diarreia continuarem por mais do que 24 horas;
    • O cão parecer muito debilitado ou enfraquecido.
  4. Tremores e salivação excessiva: podem indicar intoxicação ou envenenamento.
  5. Sangramentos: todo sangramento merece atenção veterinária, embora nem sempre chegue a ameaçar a vida do seu cão. Aplique os primeiros socorros, e leve imediatamente ao veterinário caso você não consiga conter o sangramento dentro de até 10 minutos. Sangramentos “espontâneos” pelo nariz, boca, reto, ou outras partes do corpo podem indicar envenenamento.
  6. Fraturas: ossos quebrados causam dor, e, conforme o local, também podem levar à perfuração de órgãos vitais. Fraturas expostas (quando o osso perfura a pele e se torna visível externamente) podem infeccionar, pondo em risco a vida do animal. A demora na correção de uma fratura pode fazer com que o osso cicatrize em posições inadequadas, gerando sequelas permanentes e, em alguns casos, dores crônicas.
  7. Acidentes de carro: cães que foram atropelados, ou que estavam dentro de um carro que sofreu um acidente, devem ser levados ao veterinário imediatamente, mesmo que pareçam bem. Eles podem ter lesões internas importantes, e que devem ser tratadas com prioridade.
  8. Desmaios e convulsões: a perda da consciência indica que algo com certeza está errado, e o seu cão deve ser examinado mesmo que se recupere rapidamente. Se o seu cão tiver epilepsia já diagnosticada e tiver convulsões, ligue para o seu veterinário para obter orientações; se ele não for epiléptico (ou se esta doença ainda não tiver sido diagnosticada nele), leve ao veterinário imediatamente.
  9. Sinais claros de dor, desconforto ou ansiedade;
  10. Temperatura corporal acima de 40ºC: Indica febre alta ou intermação.

Em todos os casos, procure manter a calma e manter o seu cão calmo também. Caso tenha treinamento em Primeiros Socorros, execute os procedimentos necessários para estabilizar o animal, e peça ajuda sempre que necessário. Não medique o seu animal sem a devida orientação veterinária. Para facilitar em casos de emergência, tenha sempre anotados os contatos importantes:

  • Do seu médico veterinário;
  • Do hospital veterinário 24 horas mais próximo da sua residência;
  • Do seu pet sitter ou dog walker, se tiver (eles podem ajudar a te orientar, ou até mesmo a encontrar um local para o seu cão ser atendido);
  • De amigos ou parentes que possam te ajudar a transportar o cão.

Autora: Bárbara Gomiero

Formada em Medicina Veterinária pela UFPR em 2006, especialista em Clínica de Pequenos Animais. Apaixonada por cães, tem um amor especial pelos cães idosos, e trabalha para levar conhecimento e informação aos seus tutores, para que esses sejam capazes de proporcionar uma excelente qualidade de vida nessa fase tão delicada de seus cãezinhos.

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